quarta-feira, 12 de maio de 2010
Sorte!
O grilo verde traz sorte. Muitas vezes já ouvi essa frase. Dito popular? Superstição? Bobagem? Muito bichos tem certa representatividade para as pessoas. Burro, pessoa com pouco conhecimento. Cobra, a mãe do marido. Vaca, mulher desinibida. Galinha, mulher que gosta muito de sexo. E assim por diante. Em casa, chamo minha filha de “passarinho”. As vezes olho pra ela e ela se parece com um passarinho, não sei o porquê. Também tem outros apelidos carinhosos entre eu meu marido que não vou mencionar nesse momento. Uma vez, a mais de 15 anos, eu estava saindo de casa para uma entrevista de emprego. Da porta de casa até a porta do ônibus, fui acompanhada por uma borboleta. Grande, linda! Na entrevista a pessoa perguntou se eu poderia começar naquele momento. Sorte. A partir desse dia comecei a prestar atenção nas borboletas e concluí que sempre que alguma se aproximava, algo muito bom acontecia. E isso até hoje. Fiz uma tatuagem de borboleta. Meses depois conheci meu marido. As pessoas tem dessas coisas. Umas acreditam, outras não. Eu acredito que as borboletas me trazem sorte. Afinal é muito mais gostoso acreditar na sorte do que naquela palavra oposta que começa com “a”. Gostoso também e ficar esperando uma coisa boa quando encontro uma borboleta. Sempre dá certo. Ontem, antes de dormir fui até a cozinha tomar um copo de água. Quando acendi a luz, vi uma mancha verde enorme na janela. Fui me aproximando lentamente e percebi que a mancha era do lado de fora da janela. Um imenso grilo verde! Tem feito frio, então todas as janelas estavam fechadas. Caso contrário, o grilo estaria dentro de casa. Concluo que ele interpretou o próprio papel e apareceu para mim. Veio trazer a sorte. Toquei o vidro e agradeci a ele. Recado dado. Está muito frio para as borboletas, então o Universo fez do grilo seu garoto de recados! Agora é só aguardar!
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