sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Inferno Astral

O tempo... Eu queria acreditar que o tempo não existe. Não adianta. Ele está estampado na cara de todo mundo. Ainda bem que não é só na minha. Meia idade é na metade da vida? Deveria ser. Bem... uma coisa eu aprendi: procurar sempre o lado bom da coisa. O tempo me ensinou ou me mostrou detalhes que acabam me fazendo uma pessoa mais feliz. Por exemplo: eu gosto mais de pizza de ontem do que de pizza fresca. Com o tempo eu aprendi a cozinhar (e muito bem!), a confiar e desconfiar, a tolerar (isso ainda em treinamento), a rir de mim mesma... Aprendi que roupa e sapato é futilidade (demorou muito), aprendi que uma boa conversa pode mudar a vida da gente. Uma das melhores coisas que aprendi é que os sonhos da gente se realizam! De verdade! E que a gente precisa saber muito bem o que pedir pra Deus, porque Ele atende nossos pedidos. Eu aprendi a me amar bem do jeitinho que sou e descobri que sou completamente apaixonada por mim! Eu aprendi a perdoar. Porque quando a gente perdoa, ganha bônus pra trocar por alegria. Eu ainda tô aprendendo a aceitar as pessoas como elas são, afinal ninguém é perfeito e eu jamais serei. Eu aprendi a deixar de ser boba. Isso de tanto as pessoas falarem pra mim: deixa de ser boba guria! Mas continuo com cara de boba. O tempo ensina tanta coisa pra gente... eu queria saber o que sei hoje quando tinha 20 anos!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Hidroginástica

Era uma vez a minha vontade de fazer hidroginástica. Na terça feira me deu um siricutico as 18 horas. Liguei para academia para saber como funciona, horários e etc. A moça logo convidou para ir fazer uma aula grátis naquele mesmo dia, as 19 e 30. A palavra "grátis" com seu letreiro luminoso acendeu-se diante dos meus olhos como um lindo sol após uma noite de tempestade. Não tive a menor dúvida e aceitei imediatamente. Corri para fazer um lanchinho, dar de mamar para a bebê, procurar meu velho maiô, touca, arrumar a mochila e sair alegre e saltitante para a minha tão desejada horinha de descanso (dos afazeres diários) dentro de uma morninha piscina. Já fui com o maiô por baixo da roupa. Cheguei lá e a moça me mostrou toda a academia. Meio pobrinha em relação a outra que frequentei antes de engravidar e que agora está cara demais. Enfim... Ela me deixou a vontade no vestiário para me trocar e ir direto pra piscina. Tirei a roupa, coloquei a touca e sem querer olhei para meus pés. Sim! Depois de muito tempo olhei para meus pés. A última vez em que os vi, foi para cortar as unhas e tirar um esmalte marrom que já estava ali fazia mais de um mês. Em todo caso, fiquei chocada. Os dedos estavam peludos e as unhas cortadas tortas, os calcanhares ressecadíssimos a ponto de rachar. Pareciam pés de um homem muito, muito relaxado. Desviei o olhar para as pernas e o que vi? Pêlos escuros. Muitos pêlos escuros tomando conta como erva-daninha em terreno fértil! Que tristeza. Subindo um pouco mais os olhos, percebi que minha virilhas também eram terreno fértil e os pêlos também tomaram conta de uma forma brutal. Então tive uma idéia genial: entrar correndo na piscina. Afinal, debaixo dágua quem veria essa tragédia? Faria isso com certeza, caso não tivesse visto o que vi em seguida. Uma coisa imensa dentro do maiô. Seria uma toalha, bem na região do abdome? Com muito cuidado e (por que não dizer "medo") levei as mãos suavemente e percebi um calorzinho... aquele que a gente sente quando toca a própria pança recheada de gordura! Oh! E os peitos? A parte que estava por dentro do maiô eram esmagados como de uma japonesa e a parte que estava por fora eram de uma vaca holandesa! Eu parecia uma... uma... Nesse momento olhei para as minhas roupas e decidi sair correndo dali. Estava com a sensação de ter tido a pior de todas as idéias que já tive na vida. Hidroginástica! Que besteira! Que precisa disso? Existem as roupas pretas para nos emagrecer. E é bem mais fácil se vestir de preto do que ficar fazendo movimento repetitivos num caldeirão. Nesse momento ouvi uma música bem dançante vinda de fora. A aula estava começando. Fiquei com vontade. Então, para esquecer completamente aquela imagem que eu via no espelho, fiz aquela clássica pose de fisiculturista, mais para rir de mim mesma e relaxar do que por qualquer outro motivo. Então, ao levantar um pouco o braço, eu vi. Meus olhos, até então controlados e sem lágrimas, sucumbiram de vez. As minhas axilas pareciam tamborins feitos de péle de rato cinzento. Baixei os braços rapidamente com o susto. a pose de fisiculturista se transformou em pose de trapo pendurado no varal. Foi nesse instante que percebi o que estava acontecendo. Era um duelo. Era uma guerra. Um enfrentamento. Eu e o espelho. Eu estava diante do meu pior inimigo. Diante daquele que era causador de todo e qualquer sofrimento. Um inimigo cruel e frio. O pior de todos os inimigos de qualquer mulher! Meus lábios se contraíram em uma fúria louca. Meu punhos enrijeceram... Uma nova decisão nasceu e resolvi abandonar meu inimigo, deixá-lo ali, sozinho, gelado, olhando para a parede. Saí de diante dele e fui para a piscina. Percebi logo ao entrar que poderíamos, eu e as outras mulheres, formar um batalhão e destruir nosso inimigo que morava no vestiário. Uma das soldadas parecia um mortadela dentro de um maiô vermelho. Outra parecia um cacho de uvas verdes (com todos os gomos!). Havia uma tão gorda que deixava de fazer a maior parte dos exercícios. Nenhuma era perfeita. A professora poderia ser, pois tinha o corpo perfeito, entretanto era caolha. Verdade! Participei da aula esquecendo completamente que meus "tamborins de ratos" estavam perfeitamente visíveis. Ganhei a batalha. Fiz o que fui fazer. No final, voltei para casa bem feliz e com uma meta: vou fazer as unhas, me depilar completamente e, obviamente, comprar um maiô maior. Preto, logicamente!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sorte!

O grilo verde traz sorte. Muitas vezes já ouvi essa frase. Dito popular? Superstição? Bobagem? Muito bichos tem certa representatividade para as pessoas. Burro, pessoa com pouco conhecimento. Cobra, a mãe do marido. Vaca, mulher desinibida. Galinha, mulher que gosta muito de sexo. E assim por diante. Em casa, chamo minha filha de “passarinho”. As vezes olho pra ela e ela se parece com um passarinho, não sei o porquê. Também tem outros apelidos carinhosos entre eu meu marido que não vou mencionar nesse momento. Uma vez, a mais de 15 anos, eu estava saindo de casa para uma entrevista de emprego. Da porta de casa até a porta do ônibus, fui acompanhada por uma borboleta. Grande, linda! Na entrevista a pessoa perguntou se eu poderia começar naquele momento. Sorte. A partir desse dia comecei a prestar atenção nas borboletas e concluí que sempre que alguma se aproximava, algo muito bom acontecia. E isso até hoje. Fiz uma tatuagem de borboleta. Meses depois conheci meu marido. As pessoas tem dessas coisas. Umas acreditam, outras não. Eu acredito que as borboletas me trazem sorte. Afinal é muito mais gostoso acreditar na sorte do que naquela palavra oposta que começa com “a”. Gostoso também e ficar esperando uma coisa boa quando encontro uma borboleta. Sempre dá certo. Ontem, antes de dormir fui até a cozinha tomar um copo de água. Quando acendi a luz, vi uma mancha verde enorme na janela. Fui me aproximando lentamente e percebi que a mancha era do lado de fora da janela. Um imenso grilo verde! Tem feito frio, então todas as janelas estavam fechadas. Caso contrário, o grilo estaria dentro de casa. Concluo que ele interpretou o próprio papel e apareceu para mim. Veio trazer a sorte. Toquei o vidro e agradeci a ele. Recado dado. Está muito frio para as borboletas, então o Universo fez do grilo seu garoto de recados! Agora é só aguardar!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O inverno tá chegando...

O frio está espiando pela janela. Tá do lado de fora da casa, querendo entrar. Já começo a sentir os pés gelados e dá mais preguiça de sair da cama. Abri os armários para pegar as roupas quentes e por pra arejar. Que triste. Detesto inverno. As calças jeans já não fecham mais e as que fecham me deixam parecendo uma linguiça. Será que um dia eu já usei essas roupas? Pode ser que não. Entretanto a grande questão é: será possível que elas encolheram de um inverno para outro? Pode ser que sim. Pensando bem, os modelos já estão bastante "demodê". Boa desculpa para comprar outras, maiores. Sei lá. Acho que a grande sacada é calças de moleton. Resolvido. E os casacos e blusas de lã... Aquele cheiro característico de guardado! São todos tão velhos que não tenho nenhum que já não tenha aparecido em uma foto. Será que tirei fotos demais? Tenho um pretinho, que é do tempo das ombreiras dos anos 80! Adoro ele. Super curinga. Obviamente que não fecha mais, mas posso usá-lo aberto tranquilamente. Como a gente muda! Por fora e por dentro! No meu caso o que vai piorando por fora, proporcionalmente vai melhorando por dentro. Ops! Desculpa para não fazer regime: você se torna uma pessoa melhor! Desde que lembro de ter olhado no espelho a primeira vez na vida, tento ficar mais bonita. Ajeitando os cabelos, maquiando, fazendo qualquer coisa. Não sei se isso é natural. É possível que seja. A gente nunca tá contente. Pode estar linda, saindo de um salão de beleza, mas ainda acha que uma coisinha poderia ser melhor. Se não fosse esse desejo de estar melhor sempre, provavelmente estaria bem pior. Sei lá, novamente. Teve um dia em que me olhei no espelho e falei: Uau! Que linda!. Faz tempinho já. A sensação foi maravilhosa, lembro bem. Eu me senti linda, não precisava ninguém dizer isso. E está aí a grande sacada: é como eu me sinto que importa. Então se é assim... Eu me acho bem bonita de moleton!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

...

Nossa! Já é quase Carnaval! Voou... como um beija flor.
Tá voando...

Ano lindo!